A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão de sete vereadores para avaliar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB). O grupo se reúne pela primeira vez nesta quinta-feira (29) e tem dez dias para dar parecer sobre a admissibilidade do pedido.
O pedido foi protocolado na terça-feira (27) por três vereadores do PSol, Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, e lido em plenário na quarta (28).
A denúncia cita dois pontos. O primeiro é a frota de ônibus no domingo (25) do 2º turno. Segundo a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, apenas 71,7% dos veículos circularam na capital.
A Justiça Eleitoral exigia 100% da frota nas ruas.
O segundo ponto é uma denúncia de assédio eleitoral. O PSol acusa a prefeitura de ter convocado cerca de 300 servidores comissionados para fazer campanha para Flávio Bolsonaro, candidato derrotado no 2º turno.
A prefeitura rebateu as duas acusações em nota. Sobre os ônibus, afirmou que determinou às concessionárias a colocação de 100% da frota nas ruas e atribuiu o descumprimento a um atraso na notificação, dizendo que vai penalizar as empresas responsáveis.

Por que a comissão tende a arquivar o pedido?
A composição da comissão reúne cinco vereadores aliados de Nunes e apenas dois de oposição. A coluna de Demétrio Vecchioli aponta isso como sinal de que a tendência é o arquivamento rápido do pedido.
Os sete nomes são Luana Alves (PSol), Rubinho Nunes (União), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).
A reclamação sobre ônibus reduzidos já havia levado manifestantes à frente da Prefeitura na noite de quarta (28). O ato também pediu a saída de Nunes, aliado de Flávio Bolsonaro na campanha presidencial.
Outros dois protestos com a mesma pauta estão marcados para 30 e 31 de outubro, no Centro da capital.
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A Justiça Eleitoral já havia determinado, antes do domingo, que a frota de ônibus equivalesse à de um dia útil, sob multa pessoal ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento.
O episódio se soma a outras denúncias de assédio eleitoral registradas no país em outubro, tema que ganhou volume nas duas semanas antes do 2º turno.
O que acontece agora
A comissão especial tem até dez dias, a partir desta quinta (29), para emitir parecer sobre a admissibilidade da denúncia. Se o pedido for admitido, ainda precisa de votação em plenário para avançar. Se for rejeitado na comissão, o processo é arquivado.

































