O Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta quinta-feira (15) que o governo americano apoia "o direito do povo brasileiro a um processo eleitoral livre e justo". A resposta atende carta de 31 democratas enviada em 25/9 ao secretário Marco Rubio.
A resposta foi assinada por Katherine Bowles, secretária-assistente do Departamento de Assuntos Legislativos. O documento afirma que os EUA vão continuar interagindo com o povo brasileiro, o setor privado e o governo eleito.
O objetivo declarado é "promover a segurança, o comércio recíproco, os investimentos e a prosperidade em ambos os países".

A carta original foi liderada pelas deputadas Delia Ramirez e Pramila Jayapal e pelo deputado Jesús García, de Illinois e do estado de Washington. Entre os 31 signatários estão Bernie Sanders, Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar e Rashida Tlaib.
Os parlamentares cobraram de Rubio o compromisso de "respeitar o processo eleitoral do Brasil e reconhecer seu resultado certificado". O texto denuncia uma "campanha sustentada e multifacetada de interferência e desestabilização no Brasil".
A carta cita tarifas, sanções contra o Supremo Tribunal Federal, que os EUA cogitam voltar a sancionar, e pressões diplomáticas.
Publicidade
A carta também relata que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência no 2º turno, "teria feito um pedido" ao presidente Donald Trump no Salão Oval.
O pedido seria para que o PCC e o Comando Vermelho fossem classificados como organizações terroristas, dois dias antes de a designação ocorrer.
A campanha de Lula levou ao TSE e ao STF suspeitas de que o governo americano estaria agindo para favorecer Flávio. Os pontos citados incluem o tarifaço sobre produtos brasileiros e uma nota diplomática dos EUA com 21 exigências ao Brasil em 2025.
A campanha petista cita ainda a alocação de US$ 1 milhão pelo Departamento de Estado a um projeto que contesta o STF. Flávio Bolsonaro e o Departamento de Estado negam qualquer interferência eleitoral.
O senador afirmou que se reuniu com Trump em maio para tratar de "tarifas, combate ao crime organizado e terras-raras", não de apoio de campanha. Para o Poder360, nenhum episódio isolado comprova que Washington financia a disputa de Flávio.
Mas, segundo o jornal, o Planalto monitora o que chama de uma "cacofonia" de sinais mistos vindos de Washington às vésperas do segundo turno.
O que acontece agora
O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro é em 25 de outubro. A campanha petista segue levando ao TSE e ao STF os episódios que associa a uma possível interferência dos EUA.
Ao mesmo tempo, o governo Trump avalia reaplicar sanções da Lei Magnitsky contra Moraes, hoje suspensas.





























