A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) um homem de 26 anos suspeito de armazenar mais de 24 mil imagens e vídeos de abuso sexual infantil, em Taiobeiras, no Norte de Minas. Ele supervisionava crianças num grupo de oração de uma igreja.

A prisão aconteceu durante a Operação "In nomine Patris", deflagrada pela PF com registro a partir de Montes Claros, dentro do combate a crimes cibernéticos de abuso sexual infantojuvenil. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do suspeito.

Segundo a PF, o material estava guardado em contas na internet e o armazenamento ocorreu de forma contínua entre 2019 e 2026. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Única da Comarca de Taiobeiras, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O que a perícia ainda vai apurar?

Os equipamentos eletrônicos apreendidos com o suspeito serão submetidos a perícia técnica. O exame vai verificar outras condutas penais ligadas a ele, incluindo possível estupro de vulnerável e eventual produção de material ilícito.

A autoridade judicial baseou a prisão preventiva no período prolongado de armazenamento dos arquivos e nas circunstâncias de vulnerabilidade envolvendo crianças e adolescentes que estavam sob a supervisão do suspeito na igreja.

O nome da operação, expressão em latim que significa "em nome do Pai", faz referência direta ao contexto religioso em que se inseriam as atividades do investigado.

Outras operações contra abuso infantil no mesmo dia

No mesmo dia, a PF cumpriu mandado de busca em Natal (RN), na 46ª fase da Operação Uiraçu, que apura o compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil por aplicativo de mensagens. A investigação começou após pedido de cooperação da Polícia Nacional da Espanha.

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Casos do tipo têm levado a operações grandes no país: mais de 500 vítimas de abuso infantil foram atendidas em uma operação no Pará, em maio.

A PF orienta pais e responsáveis a acompanhar as atividades de crianças e adolescentes nos ambientes virtual e físico, como parte da prevenção contra abuso e exploração sexual.

O Senado já havia aprovado projeto que aumenta as penas para esse tipo de crime digital contra menores, em tramitação que reflete o crescimento de casos como este.