O deputado distrital Hermeto (MDB), reeleito para o terceiro mandato, afirmou que o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) vai ser pulverizado se o presidente Lula (PT) vencer as Eleições 2026. Ele também diz que o governo federal vai federalizar o BRB.

Em entrevista ao Metrópoles, Hermeto disse: "Tenho certeza que se ele for eleito, vai mexer no FCDF. [...] eles vão mexer no FCDF, e nós, brasileiros, vamos sentir na pele".

O FCDF é o mecanismo pelo qual a União repassa recursos ao governo do DF para custear a segurança pública e ajudar na saúde e na educação. Para 2026, o fundo soma R$ 28,4 bilhões.

Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal durante sessão
Plenário da Câmara Legislativa do DF, onde Hermeto cumpre o terceiro mandato (foto de arquivo) — Foto: Agência CLDF/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A segurança pública fica com R$ 15,4 bilhões do total, a saúde com R$ 7,89 bilhões e a educação com R$ 5,1 bilhões. O fundo é obrigação prevista na Constituição desde 2002.

Sobre o BRB, Hermeto afirmou: "O governo federal quer liquidar o BRB. [...] o que ele quer é minar o BRB". Para ele, "se a esquerda ganhar, nós vamos perder o BRB".

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Não é a primeira vez que o governo do DF usa o caso do banco contra o governo federal: em setembro, o GDF acionou o STF alegando que Lula usa o BRB por motivo político.

Mas o risco de federalização que Hermeto atribui à eleição de Lula já está em curso hoje, por causa do rombo do próprio banco.

Ele vem de perdas do BRB em operações com o Banco Master, que levaram o Banco Central a exigir provisionamento de R$ 2,6 bilhões.

O próprio Hermeto, como líder do governo Celina Leão (PP) na Câmara Legislativa, já havia dito sobre o projeto que usa 12 imóveis do GDF como garantia: "ou a gente dá garantias ou o Banco Central federaliza o banco".

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) negou que o governo Lula queira federalizar o BRB: "Isso é mentira. O governo federal quer distância, não quer nem chegar perto desse assunto", disse.

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Hermeto também citou o plano de Lula para indicar novos ministros ao STF como fator que pesa no voto: "Eu temo ele mandar mais quatro ou cinco ministros para o STF", disse.

Para o deputado, isso favorece Flávio Bolsonaro (PL): "Muita gente que conheço que não votaria no Flávio Bolsonaro, vai votar por causa do Supremo", afirmou.

O que acontece agora

O 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro é em 25 de outubro. A disputa pelo governo do DF também vai a 2º turno, entre Celina Leão (PP) e Grass. O projeto de capitalização do BRB segue em tramitação na Câmara Legislativa.