O policial civil aposentado Anderson Vieira Amorim, de 51 anos, foi preso nesta terça-feira (13) em Orlando, na Flórida, por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement). A detenção cumpre mandado expedido em 24 de junho pela Justiça de São José (SC).
A prisão é fruto de cooperação entre o ICE e a Polícia Civil de Santa Catarina. O mandado partiu da Vara Regional de Execuções Penais da Comarca de São José e determina a regressão de Amorim ao regime semiaberto.
O crime é disparo de arma de fogo em local habitado, previsto no Estatuto do Desarmamento. A pena fixada é de 2 anos e 4 meses.

Segundo a Polícia Civil, a prisão resultou de um trabalho de inteligência da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), ligada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí.
Ao cruzar dados, os investigadores descobriram que o ex-policial havia deixado o Brasil e morava nos Estados Unidos. A informação foi repassada ao ICE, que localizou e efetuou a prisão.
Amorim foi levado a um centro de detenção federal nos EUA, à disposição da Justiça para os trâmites de cooperação jurídica internacional e de imigração.
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Amorim presidiu o Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC) entre junho de 2013 e dezembro de 2017. Em nota, a entidade confirmou a prisão.
O sindicato afirmou que os fatos que motivaram a condenação não têm relação com o cargo de policial civil nem com as funções públicas que Amorim desempenhava enquanto esteve na ativa.
Orlando já havia sido palco de outra prisão de repercussão nacional neste ano. Em abril, o ICE deteve na mesma cidade o ex-diretor-geral da Abin Alexandre Ramagem.
Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Federal atribuiu a prisão dele à cooperação entre Brasil e Estados Unidos, depois de pedido de extradição da embaixada brasileira em Washington.
Orlando virou, em menos de um ano, o endereço de dois foragidos brasileiros de perfis bem diferentes capturados pelo mesmo serviço de imigração americano. A Justiça eleitoral chamou Ramagem de "foragido" em setembro, ao liberar a candidatura da mulher dele, Rebeca Ramagem.
Outro caso mostra o mesmo caminho em curso: Eduardo Bolsonaro teve prisão decretada por Moraes e os passaportes cancelados em outubro, mas segue nos Estados Unidos, enquanto a PF avalia hoje um pedido de extradição no caso dele.
O que acontece agora
Amorim permanece sob custódia de um centro de detenção federal nos Estados Unidos, à disposição da Justiça brasileira para os trâmites de cooperação jurídica internacional e de imigração que antecedem uma eventual extradição ao país. Não há, nas fontes consultadas, prazo divulgado para essa etapa.





























