O Sindifisco Nacional, sindicato dos auditores-fiscais da Receita Federal, divulgou nota nesta quinta-feira (15) alertando para risco de ingerência política no órgão caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito. A entidade cita o caso das joias sauditas e a Abin paralela como precedentes.
A manifestação ocorre dias depois de Flávio repetir a promessa de revogar mais de mil atos normativos federais no primeiro dia de um eventual governo. Ele fez a declaração na terça-feira (13), em evento da CACB no Clube Monte Líbano, em São Paulo.
Segundo o Valor, o discurso causou apreensão entre auditores da Receita, que já foram alvo de críticas de Flávio no passado, no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de rachadinha em seu gabinete quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
O que diz a nota do Sindifisco?
A nota afirma que a eleição deste ano coloca o país diante de dois modelos: "um que respeita os órgãos de investigação e os deixa trabalhar e outro que já demonstrou intencionalidade e tentativas de interferência", segundo o texto divulgado pela entidade.
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O sindicato lembra que, no caso das joias sauditas retidas no Aeroporto de Guarulhos, auditores-fiscais resistiram a pressões para liberar as peças, inclusive de dentro da própria estrutura hierárquica da Receita. A investigação sobre as joias acabou arquivada no Supremo Tribunal Federal.
A entidade também cita relatório da Polícia Federal sobre a chamada Abin paralela, que descreveu iniciativas para obter informações comprometedoras sobre servidores das investigações de rachadinhas. O sindicato associa esse histórico ao risco de pressão sobre a Receita caso Flávio assuma o Planalto.
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Em sua declaração de terça-feira, Flávio afirmou que a equipe de transição já preparou uma lista de normas a revogar, com o objetivo declarado de reduzir a interferência estatal e simplificar regras para facilitar o ambiente de negócios.
O que acontece agora
Até a divulgação desta nota, não havia resposta pública da campanha de Flávio Bolsonaro especificamente às críticas do Sindifisco. A disputa do 2º turno segue até 25 de outubro, data da votação.





























