O cargueiro GFS Pride pegou fogo e afundou perto do Estreito de Ormuz na terça-feira (13), atingido por um projétil de origem desconhecida; toda a tripulação foi resgatada. O Cape Dao já tinha naufragado em 23 de setembro, com a morte de um tripulante.
Segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura, o GFS Pride estava registrado no país e toda a tripulação foi resgatada em segurança. Vídeos verificados pela CNN mostram fumaça saindo da embarcação, carga espalhada na água e uma mancha de óleo.
A emissora estatal iraniana Press TV informou que o navio teria atingido uma mina naval numa rota não autorizada. Especialistas ouvidos pela CNN contestam essa versão e consideram mais provável um ataque por drone.
Por que o Estreito de Ormuz importa para o preço do combustível?
O estreito concentra cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás em trânsito. Segundo a Organização Marítima Internacional (OMI), os dois naufrágios são o segundo e o terceiro no Oriente Médio desde que o conflito com o Irã começou, em fevereiro.
Os ataques se intensificaram desde o fim de setembro, reduzindo o volume de petróleo que sai da região.
Nesta quinta (15), o Brent operava a US$ 106,67 o barril, segundo dado das 7h15 (horário de Washington), queda de 1,86% ante o fechamento anterior de US$ 108,70.
No pregão de quarta (14), o barril havia fechado a US$ 106,06, em alta, pressionado pelo mesmo risco.
Publicidade
O CEO da Chevron chegou a dizer que os estoques-tampão que vinham amortecendo o choque da guerra com o Irã já estão drenados, alerta que sinaliza menos margem para absorver um novo choque de oferta sem repasse imediato ao preço.
O Brent mais caro já vinha pressionando a gasolina no Brasil desde o fim de setembro, com o custo de transporte também subindo junto com o do petróleo.
O que acontece agora
A crise é hoje um fator eleitoral nos Estados Unidos: o presidente Donald Trump enfrenta pressão às vésperas das eleições de meio de mandato, com o preço de combustíveis entre as principais preocupações dos eleitores americanos.
No Brasil, o mercado de petróleo já havia reagido à instabilidade no Oriente Médio em ocasiões anteriores. O petroleiro que explodiu ao bater em uma mina no mesmo estreito, há cinco dias, foi o episódio mais recente antes dos dois novos naufrágios.
A mudança de tática do Irã contra os navios na região já vinha sendo registrada nos dias anteriores aos dois naufrágios confirmados pela OMI.





























