A Embraer vai assumir 51% da Novavayu Aerospace, empresa indiana ligada à Mahindra Defence Systems, segundo comunicado ao mercado. O acordo, com previsão de conclusão até 1º de dezembro, mira fortalecer a candidatura do cargueiro C-390 Millennium a uma licitação da força aérea indiana.
A Mahindra Defence Systems mantém os outros 49% da Novavayu, criada em julho deste ano e ainda sem receita ou atividade comercial relevante.
A disputa em jogo é grande: a Índia abriu uma licitação de US$ 10 bilhões por 60 aviões de transporte militar, para substituir a frota envelhecida de Antonov An-32.
Concorrem o C-390 Millennium, da Embraer, o C-130J Super Hercules, da Lockheed Martin, e o A400M Atlas, da Airbus. O avião brasileiro carrega até 26 toneladas; o americano, 20 toneladas; o europeu, até 37 toneladas.
A proposta indiana prevê 12 aeronaves entregues direto pelos fabricantes. As outras 48 precisam ser produzidas no país, com transferência de tecnologia e estrutura industrial local.
Vencer a disputa significaria colocar parte da produção do C-390 dentro da própria Índia, não apenas vender o avião pronto. Uma possível linha de montagem em Nagpur já foi identificada como localização preliminar.
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Por que a Embraer aposta na Índia agora
A companhia já vinha de olho nessa disputa. Em junho, a Embraer aguardava avanços formais da licitação indiana para jatos militares.
O movimento ocorre em meio a um momento positivo para a fabricante. Na semana passada, o Japão fechou o 2º grande pedido do ano com a empresa.
O ano também marcou uma sequência de resultados fortes: a Embraer emenda recordes atrás de recordes em 2026, segundo balanços recentes.





























