O índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 1,3% em setembro, quase três vezes acima da previsão de 0,5%, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS). O dado derrubou ações de tecnologia na Europa nesta quinta-feira (15).
No Brasil, o mesmo dado pressionou o dólar e tirou força do Ibovespa.
Segundo o BLS, mais de 80% da alta do PPI em setembro vieram do índice de energia, que saltou 10,8% no mês. Os preços de bens subiram 2,6% e os de serviços avançaram 0,8%.
Na comparação anual, o índice acumula alta de 6,3% em 12 meses, a maior desde dezembro de 2022.
Na Europa, o movimento foi misto. O FTSE 100 de Londres fechou em alta de 1,08%, a 10.840,35 pontos, e o CAC 40 de Paris subiu 0,78%. Já o subíndice de tecnologia do Stoxx 600 recuou 1,4%.
A holandesa ASML caiu 4% e a alemã Infineon perdeu 5,1%. Na contramão, a sueca Ericsson disparou 7,2% após lucro trimestral acima do esperado.
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O que muda no mercado brasileiro?
No Brasil, o temor de juros mais altos nos Estados Unidos encareceu o crédito externo e pesou sobre ativos locais. Por volta de 13h25 desta quinta, o Ibovespa perdia 0,13%, aos 206,2 mil pontos.
O dólar operava em alta de 0,35%, cotado a R$ 5,046, com máxima de R$ 5,066 no dia. Os juros futuros brasileiros subiram em toda a curva.
A alta nos juros futuros encarece o custo de rolagem da dívida pública e tende a pressionar o crédito para empresas e consumidores no curto prazo.
No pregão anterior, o mesmo temor com os juros nos EUA já havia derrubado o Ibovespa, que fechou em queda de 0,18%, a 206.505,98 pontos.
O dólar já havia subido na véspera, antes da divulgação do CPI americano, em um movimento que se repete há duas sessões seguidas.
O que acontece agora
O Federal Reserve tem reunião de política monetária marcada para os dias 27 e 28 de outubro, e o PPI mais alto que o esperado reforça a aposta de analistas em uma postura mais cautelosa sobre cortes de juros.
O Fed já havia sinalizado mais juros nos Estados Unidos em setembro, movimento que reduz a vantagem de rentabilidade da Selic sobre os títulos americanos.
Episódio parecido ocorreu no fim de setembro, quando o mesmo temor derrubou Wall Street mas não chegou a afetar o Ibovespa.





























