O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonou na noite de quinta-feira (8) para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o convidou a visitar o país, informou o gabinete israelense nesta sexta-feira (9), que destacou querer renovar a amizade entre as nações.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, participou da ligação, segundo o comunicado do gabinete de Netanyahu. Flávio, por sua vez, convidou o premiê a visitar o Brasil.
"Ambos querem renovar a profunda amizade entre os dois países, como parte da transformação que está ocorrendo nas relações de Israel com os países sul-americanos", diz a nota do gabinete israelense.
O segundo turno da eleição presidencial acontece em 25 de outubro, dois dias antes das eleições gerais em Israel. Parte da imprensa internacional já tratava Flávio como favorito na disputa com Lula nesta semana.
A agência AFP observa que líderes de direita alinhados a Israel venceram eleições recentes na América Latina, caso do presidente argentino Javier Milei.
O contato com Flávio ocorre em meio a uma relação estremecida entre os governos de Lula e Netanyahu desde fevereiro de 2024.
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"O que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, é um genocídio", disse Lula na época, sobre a ofensiva militar israelense.
Netanyahu reagiu classificando a fala como uma linha vermelha ultrapassada.
"As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender", disse o premiê, na ocasião.
Israel chegou a declarar Lula persona non grata, e o Brasil chamou de volta o embaixador Frederico Meyer em meio à tensão sobre a ofensiva militar iniciada em outubro de 2023.
O Brasil condenou Israel 64 vezes em notas desde o 7 de outubro, contra 10 condenações ao Hamas, segundo levantamento.

O g1 observou que a ligação reflete essa distância diplomática: Lula e Netanyahu não mantêm contato direto desde a crise de 2024. O convite reforça a aposta de Israel numa guinada da política externa brasileira, caso Flávio vença o segundo turno.
Eduardo participou da ligação dias depois de o STF mandar prendê-lo e cancelar seus passaportes, decisão do ministro Alexandre de Moraes. Ele segue fora do país.
O que acontece agora
O segundo turno será decidido em 25 de outubro, dois dias antes das eleições legislativas em Israel. Um eventual governo de Flávio deve testar se o Brasil adota postura mais próxima de Israel, rompendo com quase três anos de atrito entre Brasília e Jerusalém.





























