O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), organizam para este fim de semana uma mobilização de prefeitos, vereadores e aliados em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial.

No domingo (11), está previsto almoço com prefeitos da região metropolitana ao meio-dia. À tarde, Flávio se reúne com vereadores no Shopping Light, no centro de São Paulo. Na segunda-feira (12), feriado, a agenda segue com motocarreata em São José dos Campos.

Confirmaram presença o vice-governador Felício Ramuth (MDB) e os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Lucas Pavanato (PL).

A mobilização ocorre depois de Flávio perder para Lula na capital paulista no primeiro turno, em 4 de outubro. O senador teve cerca de 2,76 milhões de votos na cidade, contra pouco mais de 3 milhões do presidente, segundo o Metrópoles.

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Tarcísio e Flávio já haviam feito ato de campanha juntos em São Paulo no fim de setembro.

Tarcísio somou 3,2 milhões de votos na disputa ao governo, cerca de 400 mil a mais que o petista Fernando Haddad.

Ricardo Nunes em reunião de governo, ao lado de outras autoridades
Ricardo Nunes em reunião de governo — foto de arquivo (Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons)

Na semana passada, Tarcísio já havia buscado apoio formal de quatro partidos a Flávio em Brasília, oferecendo indicar secretários a um eventual governo dele. A movimentação mostra o peso que o governador assumiu na campanha de Flávio em todo o estado.

A tensão com o PT já havia aparecido no 1º turno: Fernando Haddad acusou Nunes de tentar atrapalhar a caminhada de Lula pela rua Augusta, e o prefeito chamou o petista de "sempre perdedor".

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Do lado de Lula, a campanha também ajusta a estratégia.

O presidente reuniu aliados em Brasília, no dia 5, para discutir mudanças para o 2º turno. A corrida por reforços nos dois lados reflete a margem apertada do primeiro turno, que deixou as duas campanhas atrás de aliados fora de suas bases naturais.

O que acontece agora

O segundo turno será decidido em 25 de outubro. Até lá, as duas campanhas devem intensificar agendas em estados decisivos, com Flávio apostando no apoio de prefeitos e vereadores em São Paulo e Lula tentando recuperar terreno na capital paulista.