A Red Bull venceu pela primeira vez na Fórmula 1 como fabricante de motor, com Max Verstappen liderando de ponta a ponta o Grande Prêmio do Bahrein, disputado em Sepang, na Malásia. O resultado veio após 16 corridas da nova era de regulamentos da categoria.

A corrida, disputada no último domingo (4), teve atrasos e trocas de liderança por causa da chuva, mas Verstappen administrou a vantagem até o fim.

Verstappen largou da pole position e também registrou a volta mais rápida da corrida. A etapa marcou a primeira pole position de 2026 de um carro que não usa motor Mercedes.

"Vencemos uma corrida. Uma em 16", afirmou Ben Hodgkinson, diretor de motores da Red Bull, à Reuters, antes do GP de Singapura deste fim de semana, que marca a 250ª largada de Verstappen na F1.

"Acho que expectativa é uma palavra perigosa para qualquer engenheiro na Fórmula 1. É quando você começa a subestimar a concorrência que começa a perder", completou Hodgkinson.

"Todo o projeto do motor foi construído com a convicção de que isso era possível. Então, eu acreditava. Não esperava", acrescentou.

"Houve muitos momentos ao longo do caminho em que as coisas não pareciam estar indo muito bem. Finalmente, conseguir reunir tudo para conquistar aquela vitória foi, de fato, um momento muito especial", disse Hodgkinson, na fábrica da equipe em Milton Keynes, na Inglaterra.

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"Muitas pessoas não acreditavam que estaríamos nesta posição. Outras equipes, membros da imprensa e, provavelmente, até pessoas da nossa própria família achavam que estávamos assumindo algo extremamente ambicioso", afirmou. A desconfiança não veio só de fora: também veio de dentro da própria equipe.

Como a Red Bull chegou ao motor próprio?

A Red Bull sempre havia usado motores de outras fabricantes nos títulos conquistados em eras anteriores da Fórmula 1. A vitória no Bahrein é a primeira da equipe como fabricante completa de unidade de potência.

Verstappen já tinha feito a pole do GP do Bahrein, repetindo o grid de Abu Dhabi de 2021.

O GP de Singapura deste fim de semana também é marcado por outra polêmica: a Mercedes confirmou punição a George Russell para a corrida.

O que acontece agora

O GP de Singapura acontece neste fim de semana. Para Hodgkinson, o desafio agora é confirmar o motor como referência ao longo da temporada, sem prometer mais vitórias.