O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta quinta-feira (8) ser alvo de vídeos falsos criados com inteligência artificial, que simulam sua voz e imagem para atribuir a ele críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, as falas nunca foram ditas.
"Circulam nas redes sociais vídeos fraudulentos que utilizam ferramentas de inteligência artificial (deepfake) para simular de forma falsa a minha imagem e a minha voz", escreveu Temer em nota, segundo o Poder360.
O ex-presidente classificou os vídeos de "inteiramente falsos e criminosos" e afirmou: "jamais proferi as declarações veiculadas nessas montagens". Segundo ele, medidas legais para identificar e responsabilizar os autores já estão em andamento.
A nota veio dias depois de Temer declarar apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno, em 5 de outubro.
O que o TSE já decidiu sobre deepfake nesta eleição?
O TSE fixou, em 1º de setembro, que só é vedado o material feito com IA que tenha realismo suficiente para simular alguém e que seja propaganda eleitoral, por 5 votos a 2 no julgamento de um vídeo com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por maioria, a Corte rejeitou aplicar multa a Flávio Bolsonaro nesse caso e determinou que toda propaganda feita ou alterada por IA informe, de forma clara, que o conteúdo foi fabricado.
O caso de Temer é diferente do de Flávio. Os vídeos contra o ex-presidente não são propaganda de candidato, e sim ataques à sua imagem com críticas ao STF, fora do critério que o TSE fixou em setembro.
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O caso ocorre na mesma semana em que o TSE mandou tirar do ar um vídeo falso sobre Flávio Bolsonaro. Também nesta semana, a corte determinou a remoção de um post com IA que ligava Lula ao PCC e ao CV.
Um levantamento do projeto de checagem Lupa já havia identificado 37 posts de campanha com uso de IA sem aviso ao eleitor nesta eleição.
O que acontece agora
Temer não detalhou que medida legal vai tomar nem contra quem. A campanha de Flávio Bolsonaro, que ele apoia, segue até o 2º turno, em 25 de outubro, em meio à disputa sobre uso de inteligência artificial nas eleições.





























