O projeto Cine Dorothy leva sessões gratuitas de cinema a favelas e ocupações de Belo Horizonte a partir deste sábado (10), com exibições que seguem até dezembro. Criado pelo produtor Franco Dafon, chega à segunda edição depois de estrear em 2025.

A abertura é às 18h, com o documentário "A Fabulosa Máquina do Tempo", de Eliza Capai, na Ocupação Irmã Dorothy, no Barreiro. A programação ainda passa pela Pedreira Padre Lopes e pelo Parque do Palácio, na região Centro-Sul.

"Muitas vezes, o cinema chega em comunidades e em territórios periféricos, realiza o seu filme, utiliza aquele espaço, aquelas pessoas e aquelas histórias, e depois vai embora. Não existe necessariamente um retorno para a comunidade", explica Dafon.

A ideia nasceu durante a preparação do curta-metragem "Eva", rodado na própria Ocupação Irmã Dorothy entre 2022 e 2023. A comunidade tem cerca de 21 mil m² e 230 domicílios, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte.

Plateia assiste a sessão de cinema ao ar livre à noite
Sessão de cinema comunitário ao ar livre — foto de arquivo, projeto similar no Rio de Janeiro (Foto: Cinema Inflável/Divulgação)

Outro projeto, o Cine Família na Praça, já levava cinema gratuito a cinco cidades mineiras antes de o Cine Dorothy ampliar a circulação em BH.

A capital também sedia o CineBH, que chegou à 20ª edição em setembro, mostra que já revelou nomes como Débora Falabella e Leandra Leal.

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O Barreiro também guarda espaço para o empreendedorismo periférico: a região sediou em maio a Expo Favela Minas, que destacou negócios e protagonismo feminino nas favelas.

O Cine Dorothy aposta na ideia de que cultura em território periférico só tem efeito duradouro quando construída com a própria comunidade, não apenas filmada nela.

O que acontece agora

As sete sessões seguem até dezembro, passando por diferentes regiões de Belo Horizonte, sempre com entrada gratuita e debate após a exibição.