O furacão Isaias se fortaleceu para a categoria 3 nesta madrugada de sexta-feira (9), com ventos de 177 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). A tempestade avança pelo Golfo do México rumo à Flórida e ao Alabama.
Os governos da Flórida e do Alabama decretaram estado de emergência em dezenas de condados. Na Flórida, o governador Ron DeSantis pediu que turistas deixem a região, e três aeroportos do condado fecharam de forma preventiva, segundo a CBS News.

Chove de forma constante em partes do Panhandle da Flórida, perto de Apalachicola, e a chuva fraca já atinge o sul da Geórgia, segundo a CNN Brasil. A previsão é que a chuva fique mais intensa nas próximas horas.
"Àqueles que estão na trajetória da tempestade, pedimos que façam a sua parte para estarem preparados", disse Markwayne Mullin, secretário do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, segundo o g1.
O que o furacão já interrompe no Golfo do México?
O furacão já interrompeu cerca de 25% da produção offshore de petróleo e 16,37% da produção de gás natural no Golfo do México, segundo a CBS News. A BP e a Shell retiraram equipes de plataformas na região.
A BP removeu o pessoal não essencial das plataformas Na Kika e Thunder Horse, além de Argos, Atlantis e Mad Dog, segundo o Valor.
Ataques houthis contra a Arábia Saudita já tinham pressionado o preço do diesel no Brasil nas últimas semanas. A nova interrupção no Golfo do México se soma a essa pressão sobre o petróleo.
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O barril já subia nesta semana por tensões no Oriente Médio.
O petróleo havia subido 4% nos últimos dias, levando a Petrobras e o Ibovespa à máxima desde abril, antes mesmo do agravamento causado pelo furacão.
É o primeiro furacão do Atlântico em 2026, formado tarde, quase no limite do recorde de 1905, segundo a CBS News. Antes de chegar à Flórida, o Isaias já era notícia pelo recorde de 342 dias sem furacão no Atlântico, atribuído ao El Niño.
O que acontece agora
A chegada à costa está prevista para a noite desta sexta-feira (9), diz o NHC. As próximas 12 horas são decisivas: ventos atmosféricos podem limitar o fortalecimento do Isaias, mas atraso nesse efeito faria o furacão ganhar mais força antes do impacto.
O NHC atualiza o boletim a cada seis horas.





























