A Delta Air Lines cortou a previsão de lucro anual em quase 25% nesta sexta-feira (9). O corte veio por causa da forte alta nos custos de combustível, que superou a demanda robusta por viagens e os preços mais altos das passagens no terceiro trimestre.
A companhia projeta que sua conta anual de combustível cresça cerca de US$ 6 bilhões na comparação com o ano anterior, segundo o Valor. Ainda assim, o resultado do trimestre foi positivo, com lucro líquido ajustado de US$ 1,13 bilhão, alta de 2%.
A receita operacional somou US$ 20,2 bilhões, alta de 21% frente ao terceiro trimestre de 2025, segundo a AeroMagazine. É um contraste pouco comum: receita e lucro do trimestre subiram, mas a previsão para o ano caiu.
Por que o combustível pesou tanto no resultado?
A despesa ajustada com combustível chegou a US$ 4,1 bilhões no trimestre, alta de 62% frente ao mesmo período de 2025, enquanto o preço médio ajustado do combustível subiu 60%, segundo a AeroMagazine.
A alta reflete a semana turbulenta do petróleo: o Brent chegou a US$ 105,88 o barril com o temor de um ataque dos EUA ao Irã, antes de recuar.
No mesmo período, o furacão Isaias interrompeu cerca de 25% da produção de petróleo do Golfo do México, outra fonte de pressão sobre os preços.
Ainda assim, a Delta recebeu 13 aeronaves no trimestre e já prevê crescimento de 20% na receita do quarto trimestre, segundo a AeroMagazine.
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No Brasil, o setor também sente o aperto nos custos: em junho, um aumento de 9% nas passagens aéreas veio acompanhado de redução de voos.
As receitas premium já respondem por 61% do faturamento operacional ajustado da companhia, com destaque para a receita de carga, que cresceu 29% no período.
O que acontece agora
A Delta deve anunciar novas rotas internacionais para 2027, incluindo ligações entre Seattle e Tóquio, Los Angeles e Manila, e Austin e Paris. O próximo balanço, do quarto trimestre, mostrará se a previsão de lucro cortada se confirma.





























