A propaganda eleitoral gratuita do segundo turno voltou ao rádio e à TV nesta sexta-feira (9), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) defendendo o fim da reeleição e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçando programas sociais como o Bolsa Família.

"Não quero ser presidente por projeto de Poder. Quero ser por projeto de país. É por isso que eu vou acabar com a reeleição", disse Flávio em seu primeiro bloco.

O senador defendeu ainda corte de impostos e classificar o PCC e o CV como organizações terroristas, bandeira repetida desde o 1º turno.

"O segundo turno é quase que outra eleição", disse Lula, ao pedir que o eleitor pense em qual país quer antes de escolher o candidato. O presidente prometeu investimento em Educação, aumento do salário mínimo e o fim da escala de trabalho 6x1.

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Luiz Inácio Lula da Silva, retrato oficial
Lula em retrato oficial (Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

O TSE definiu tempo igual para os dois candidatos, com 5 minutos por bloco no rádio e na TV, de segunda a sábado, até 23 de outubro.

Flávio abre a primeira sequência por ter sido o mais votado no 1º turno. Segundo sua equipe, a estratégia inicial mira eleitores insatisfeitos com o governo; a de Lula apostou, na estreia, em Bolsa Família e no SUS.

O tema já havia aparecido no Senado: Lula desafiou Flávio a votar a favor do fim da escala 6x1 antes do 2º turno.

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O senador prometeu ainda o fim das "saidinhas" de presos.

O contraste resume a disputa do 2º turno: Flávio tenta converter a insatisfação com o governo em voto de mudança, e Lula defende o que chama de conquistas sociais do mandato.

O que acontece agora

A propaganda eleitoral vai até 23 de outubro, véspera da votação do segundo turno, marcada para 25 de outubro. Os dois candidatos também devem participar de debates na televisão até lá.