A Polícia Federal formalizou uma investigação sobre quem ajudou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a deixar o Brasil, apurando se agentes dos Estados Unidos, da Argentina e de Israel participaram da logística. O inquérito tem três frentes abertas, segundo a Gazeta do Povo.
O senador deixou Brasília na terça-feira (27 de outubro) e chegou a Miami na quarta-feira (28 de outubro), via Foz do Iguaçu e a fronteira com a Argentina. A saída descumpriu ordens do STF que proibiam a viagem e exigiam a entrega do passaporte.
O ex-agente do Mossad que acompanhou Flávio até a fronteira já havia sido identificado pela imprensa na semana passada. Agora, segundo o Washington Post, a Polícia Federal confirma que apura oficialmente a hipótese de apoio de agentes estrangeiros.
São três frentes de apuração: a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, que motivou a ordem de retenção de passaportes; a origem dos recursos usados no filme "Dark Horse"; e a suspeita de financiamento estrangeiro ao Partido Liberal por empresários americanos.
Com três frentes abertas, a PF amplia o alcance da investigação para além da logística internacional da fuga.
A PF não descarta buscas, apreensões e bloqueio de bens de pessoas próximas ao senador, caso fique comprovada a participação no descumprimento da ordem judicial. A apuração também pode alcançar o ex-presidente Jair Bolsonaro, se ficar demonstrado que orientou o filho a deixar o país.
O avião usado na fuga já teve o custo revelado: R$ 414 mil.
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O que dizem os envolvidos
Questionado sobre os detalhes da fuga, Flávio Bolsonaro disse apenas que nunca vai falar sobre o caminho que tomou, segundo o Washington Post. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, negou que o governo americano tenha participado diretamente de qualquer uma das movimentações.
O mesmo Rubio já havia confirmado que o presidente Donald Trump autorizou pessoalmente a permanência de Flávio nos EUA por um ano.
O que acontece agora
A PF deve analisar registros de voo dos envolvidos. Também vai preservar imagens das câmeras na fronteira com a Argentina e checar contratos e pagamentos. A Justiça argentina preserva, à parte, as imagens do aeroporto de Puerto Iguazú.






























