Dos 5.055.818 inscritos confirmados no Enem 2026, 3,4 milhões (67,9%) têm isenção da taxa de R$ 85, segundo dados do Inep. Os outros 1,6 milhão pagaram o valor para fazer a prova no domingo (8 de novembro) e no domingo seguinte (15 de novembro).
Têm direito à isenção os estudantes do 3º ano do ensino médio em escola pública, que recebem inscrição automática. Também entram quem cursou todo o ensino médio em escola pública, ou como bolsista integral, com renda per capita de até 1,5 salário mínimo.
Também tem direito quem está em situação de vulnerabilidade no CadÚnico. Participantes do programa Pé-de-Meia também têm isenção garantida desde esta edição.
Onde estão os candidatos isentos
Por região, o Nordeste concentra o maior número de isentos: 1,3 milhão, contra 1 milhão no Sudeste, 444,3 mil no Norte, 343,8 mil no Sul e 238,5 mil no Centro-Oeste.
Em números absolutos, São Paulo, Bahia e Minas Gerais são os estados com mais candidatos isentos. Mas é o Amazonas que tem a maior proporção: 80,46% dos inscritos no estado não pagam nada.
O retrato por estado mostra que a isenção não se distribui de forma igual pelo país: ela acompanha onde a renda é mais baixa e a rede pública de ensino médio é maior proporção do total de matrículas.
Quanto isso representa em dinheiro
O 1,6 milhão de candidatos que pagou a taxa rendeu ao Inep cerca de R$ 136 milhões. É esse grupo menor que banca parte do custo de aplicar a prova a 5 milhões de pessoas em todo o país.
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O total de inscritos deste ano é o maior desde 2022, puxado em boa parte pela inscrição automática de concluintes da rede pública, que também amplia o grupo isento.
O ponto em aberto
A gratuidade cresce junto com a inscrição automática, mas o Inep não detalha quanto da alta de isentos vem de estudantes que, sem o benefício, deixariam de se inscrever.
Sem esse número, não dá para saber se a isenção amplia o acesso real à prova ou só torna visível quem já participaria de qualquer forma.






























