O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos usados na fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O pedido consta das alegações finais de quarta (21).
Segundo o MP, o esquema desviou mais de 12 toneladas de produtos químicos para o narcotráfico, destinados à produção e adulteração de cocaína e crack. Em caso de condenação, a pena pode chegar a 51 anos de prisão em regime fechado.
"Pelo menos 60 vezes, produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas"
A frase é da denúncia do MP-SP contra Cariani e os outros dois réus do processo, Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, segundo o Metrópoles.
Cariani, conhecido por vídeos de musculação, nega envolvimento e diz que sua empresa foi usada por terceiros. "Em 2023, a minha empresa foi vítima de uma quadrilha que acabou desviando produtos químicos", declarou, em vídeo nas redes sociais.
Ele também rebateu a acusação de lavagem de dinheiro: "Você sabe a minha vida, o que eu gero de impostos, jamais me envolveria nisso pra ganhar [...] R$ 1,5 milhão".
O documento do MP, porém, aponta a movimentação de cerca de R$ 2,4 milhões em operações suspeitas no fluxo das empresas de Cariani.
Em nota ao g1, a defesa de Cariani disse que o pedido do MP "não representa nenhuma surpresa" e que vai provar, com base na prova produzida no processo, que as teses da acusação são improcedentes.
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O esquema usava empresas de Diadema (SP), entre elas a Anidrol, de Cariani, para desviar substâncias controladas como lidocaína, fenacetina e ácido bórico, com notas fiscais falsas que escondiam o destino dos produtos, segundo a acusação.
Cariani foi indiciado pela Polícia Federal na Operação Hinsberg, em dezembro de 2023, e virou réu em fevereiro de 2024. Ele responde ao processo em liberdade.
O valor apontado no caso é bem menor do que os quase R$ 1 bilhão que a PF bloqueou neste ano em outro esquema de lavagem ligado a apostas.
Outro influenciador, Eduardo Razuk, foi preso em Campo Grande também sob suspeita de lavagem de dinheiro.
O que acontece agora
Com as alegações finais apresentadas pelas partes, o processo segue agora para sentença, a cargo da Justiça de São Paulo. Não há data definida para o julgamento.































