Uma explosão seguida de fumaça escura assustou moradores de Volta Redonda (RJ) nesta quarta-feira (28), dentro da usina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Segundo o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém ficou ferido, e não havia chamas no local.
Moradores relataram ter ouvido um estrondo e visto a coluna de fumaça de diversos bairros da cidade, a 125 quilômetros do Rio de Janeiro. Os bombeiros foram acionados às 13h42 para atender à ocorrência.
A cidade de Volta Redonda cresceu em torno da usina, inaugurada em 1946 e batizada de Usina Presidente Vargas em 1961.
Em nota, a CSN disse que o acidente ocorreu por volta das 13h30, durante uma operação de descarregamento de ferro-gusa no Poço de Tombamento de Escória da Usina Presidente Vargas.
O contato do material em alta temperatura com excesso de umidade no solo ocasionou uma forte reação, com liberação de calor e fumaça em proporções visíveis tanto no interior quanto no entorno da usina.
A explicação consta de nota divulgada pela empresa. A CSN afirmou que as causas do incidente ainda estão sendo apuradas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o chefe da Brigada de Incêndio da CSN relatou que houve uma reação química no poço de ferro-gusa, liga metálica intermediária da fabricação do aço, que provocou deslocamento de ar.
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A brigada da própria empresa já havia controlado os focos iniciais quando as equipes do CBMERJ chegaram ao local, e a varredura confirmou que não havia chamas nem vítimas.
Troca de comando e venda de ativos
A explosão ocorre num momento de mudanças na cúpula da CSN. Em setembro, o controlador Benjamin Steinbruch deixou o comando da companhia após duas décadas e passou a presidência para o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman.
Schvartsman presidia a Vale no período da tragédia de Brumadinho (MG), cujos desdobramentos jurídicos ainda tramitam em tribunais no exterior. A chegada dele à CSN foi vista por investidores e bancos credores como sinal de uma nova fase na companhia.
A explosão ocorre poucas semanas depois da chegada de Schvartsman, cujo currículo inclui a gestão da Vale durante a tragédia de Brumadinho.
Um mês depois, em outubro, a CSN assinou acordo para vender a SWT, usina de aços longos na Alemanha, à espanhola Bipadosa por 550 milhões de euros (R$ 3 bilhões).































