A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a previsão de exportação de milho e soja do Brasil em outubro. A estimativa de milho caiu para 6,1 milhões de toneladas, e a de soja, para 6,15 milhões, segundo o boletim mais recente da entidade.
A previsão anterior de milho era de 6,87 milhões de toneladas. O corte foi de 770 mil toneladas em relação à estimativa passada.
Para a soja, a previsão caiu de 6,40 milhões para 6,15 milhões de toneladas, redução de 250 mil toneladas. O farelo de soja também teve a estimativa reduzida, de 2,52 milhões para 2,49 milhões de toneladas.
Apesar do corte, o volume de milho projetado para outubro ainda é maior que o exportado no mesmo mês de 2025, alta de 407 mil toneladas.
Já a soja deve exportar 245 mil toneladas a menos que em outubro do ano passado. O farelo de soja segue em alta anual, com 763 mil toneladas a mais que no mesmo período de 2025.
O que pressiona a soja brasileira agora?
O boletim da Anec não detalha as causas da revisão. Mas o corte na soja ocorre no mesmo mês em que as inspeções de exportação dos Estados Unidos voltaram a subir 19,7%, reforçando a disputa pela mesma demanda da China.
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Em setembro, a China já havia comprado mais soja dos EUA, fazendo a exportação brasileira encolher naquele mês. Os EUA também miram soja e milho para biocombustível, movimento que mexe no mercado brasileiro.
O boletim da Anec não atribui o corte de outubro a nenhum desses fatores especificamente: os números mostram apenas a nova estimativa, mês a mês, sem explicação divulgada pela entidade.































