A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, parabenizou o presidente Lula nesta quarta-feira (28) pela reeleição e elogiou a "extraordinária" participação dos eleitores brasileiros no pleito de domingo (25). A manifestação foi divulgada pela embaixada da Itália em Brasília, na rede social X.
Parabenizo o presidente Lula por sua reeleição e o povo brasileiro por sua extraordinária demonstração de participação eleitoral.
A declaração foi feita no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repetiu a acusação de que a eleição brasileira foi "estranha" e "fraudada", sem citar provas.
Meloni, política de direita, tem se afastado ao longo deste ano de posições de Trump, de quem já foi aliada próxima. O distanciamento inclui a guerra contra o Irã que Washington e Israel iniciaram no fim de fevereiro.
Em abril, a premiê defendeu publicamente o papa Leão XIV, americano, de críticas de Trump, que chamou o pontífice de "fraco" por condenar a guerra. Em junho, Trump afirmou que Meloni teria "implorado" por uma foto com ele no G7, o que ela nega.
Ao reconhecer o resultado, Meloni se soma a uma lista longa de líderes que contraria as alegações de fraude levantadas por Trump.
O que diz Trump sobre a eleição brasileira
O governo americano concedeu vistos de entrada a Flávio Bolsonaro e à família nesta quarta (28), no mesmo dia em que Trump questionou o resultado da eleição brasileira antes de uma reunião de chanceleres do G20.
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Flávio e a família chegaram aos Estados Unidos na manhã desta quarta, vindos da Argentina, com escala no Equador. No dia anterior, Trump já havia insistido, sem citar provas, que a eleição no Brasil foi fraudada.
Outros líderes que reconheceram o resultado
Outros chefes de Estado também reconheceram a reeleição de Lula. Entre eles estão o russo Vladimir Putin, o chinês Xi Jinping, o francês Emmanuel Macron, a peruana Keiko Fujimori, o paraguaio Santiago Peña e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
As eleições também foram elogiadas por observadores internacionais, como as missões da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Centro Carter. Em outubro, a OEA já havia elogiado o processo eleitoral brasileiro, com uma ressalva sobre desinformação.































