O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi o único nome da campanha citado por Flávio Bolsonaro (PL) no discurso que o candidato derrotado divulgou nesta quarta-feira (28) dos Estados Unidos. Flávio anunciou que vai liderar a oposição ao governo Lula de fora do país.
"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr"
A frase é de Flávio, dirigida a Marinho, que ele chama de seu candidato à presidência do Senado. Marinho foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Flávio e busca assumir o comando da Casa.
Um dia antes, na terça-feira (27), Marinho havia dito publicamente que não sabia da viagem de Flávio aos Estados Unidos. O senador chegou a Miami por volta das 10h25 (horário de Brasília) desta quarta, segundo o Poder360.
O documento com o discurso foi divulgado pelo jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro nos EUA, e passou por três versões diferentes no mesmo dia.
A primeira trazia o brasão da República errado, com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", e o título autoatribuído de "verdadeiro presidente eleito do Brasil". A segunda corrigiu o brasão, mantendo o título.
A terceira trocou a autodenominação para "líder do Brasil", a mesma versão final citada na resposta do presidente americano Donald Trump ao caso.
Flávio, a mulher e as duas filhas adolescentes do casal deixaram o Brasil por se sentirem ameaçados por decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
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A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio 7 minutos depois de o TSE declarar Lula vencedor, às 21h09 de 25 de outubro.
A relação entre Marinho e Flávio já havia sido tema de outra polêmica na reta final da campanha, quando o senador negou que Flávio tivesse se oposto à volta do canal "Exército do Lula" nas redes.
O que acontece agora
Marinho ainda não confirmou publicamente se aceita o papel de porta-voz da oposição a Lula proposto por Flávio. O senador também concorre à presidência do Senado, disputa que deve ser decidida nas próximas semanas, antes da posse da nova legislatura.































