O Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,9 bilhões no 3º trimestre, queda de 28% em relação a um ano antes. O resultado ficou abaixo do esperado, e as ações caíram mais de 4% na B3 nesta quarta (28).
Analistas ouvidos pela Bloomberg projetavam lucro de R$ 3,16 bilhões para o trimestre, acima do que o banco entregou.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) ficou em 11,9% no trimestre, 5,6 pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano passado e também aquém da expectativa dos analistas, de 12,7%.
"O ambiente macroeconômico segue exigindo disciplina, seletividade e foco", disse o presidente do banco, Gilson Finkelsztain, sobre o resultado.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,4% da carteira, 0,6 ponto percentual a mais que um ano antes. A provisão para devedores duvidosos cresceu 14,3% no período, para R$ 7,4 bilhões.
O que explica a diferença para o Bradesco?
A queda não é um efeito só do setor bancário. No mesmo trimestre, o Bradesco lucrou R$ 7,1 bilhões, alta de 14,6% ante o ano anterior, mostrando que o aperto é específico do Santander.
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A carteira de crédito ampliada do banco cresceu 4,7% em 12 meses, para R$ 721 bilhões. Mas a receita total recuou 1,9%, para R$ 20,4 bilhões, pressionada pela margem financeira mais fraca.
É a segunda queda trimestral seguida. O lucro do banco já havia recuado 17,6% no 2º trimestre, com a inadimplência em alta, e o resultado piorou no trimestre seguinte em vez de se recuperar.
O que acontece agora
Os resultados trimestrais seguem sendo acompanhados de perto pelo mercado, em meio à oferta que o controlador Santander da Espanha fez pelos 10% do capital do banco brasileiro que ainda não detém, avaliada em até R$ 11,17 bilhões.































