O Paraguai abriga cerca de 270 mil brasileiros e 232 empresas brasileiras instaladas no país pela Lei de Maquila, que dá incentivos fiscais a indústrias de exportação. Os números são de um levantamento do Banco Mundial e do Senado Federal.
As empresas brasileiras representam 70% de todas as empresas estrangeiras que operam sob o regime de Maquila no país, e geram 25 mil empregos locais. A indústria têxtil lidera esse grupo, com 89 das 232 maquiladoras brasileiras.
Quanto as empresas brasileiras já investiram
Companhias como JBS, Karsten, Lupo, Kidy, Efisa e Fiasul investiram mais de US$ 182 milhões em operações no Paraguai entre 2025 e 2026. O principal atrativo é a carga tributária menor e os incentivos à exportação.
Outro motor da migração é o ensino superior mais barato. No Paraguai, dos 45.872 estudantes de medicina, 35.273 são brasileiros, 76,9% do total, segundo o jornal paraguaio ABC Color.
A mensalidade do curso custa cerca de R$ 2.645 no Paraguai, ante R$ 9.500 a R$ 11.500 por mês no Brasil. Os estudantes injetam cerca de US$ 20 milhões por mês na economia paraguaia.
O que a crise do Ueno Bank muda para essa rede
A intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, na terça-feira (3 de novembro), deixou parte dos brasileiros no país sem acesso às próprias contas, incluindo salário e aluguel.
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Não há dado oficial sobre quantos brasileiros foram afetados. Aplicando a taxa de bancarização do Paraguai (40% a 60% da população) aos 270 mil brasileiros residentes, a estimativa fica entre 108 mil e 162 mil pessoas.
O caso ecoa o escândalo do Banco Master, no Brasil. Os dois bancos cresceram rápido com juros e cashback acima do mercado, antes de colapsar sob suspeita de fraude.
A procura por residência no Paraguai também cresceu: buscas pelo tema subiram 1.700% depois da reeleição de Lula, alimentando ainda mais essa rede binacional.






























