O Sada Cruzeiro se juntou ao Perugia, da Itália, e a outros clubes e atletas do vôlei mundial contra a proposta da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) de criar uma janela internacional entre dezembro e janeiro para seleções masculinas, a partir do ciclo 2028-32.
"Esperamos finalizar a proposta de calendário até o final do ano, mas nossa prioridade é garantir que a proposta esteja correta", respondeu a FIVB, em nota, após a repercussão dos protestos.
Hoje, outubro a abril ou maio é temporada de clubes, e maio a setembro é a janela das seleções. A proposta da FIVB cria uma pausa extra em dezembro e janeiro, nos moldes da Data Fifa do futebol.
Por que os clubes reclamam
Para o presidente do Sada Cruzeiro, André Vargas, a pausa obrigatória atrapalha a competição em andamento e tira valor econômico dos campeonatos nacionais. Ele defende um modelo que concilie clubes, seleções e atletas, sem que um lado perca espaço para o outro.
"Os clubes seriam severamente penalizados. O grande ponto dessa discussão é que clubes e seleções não deveriam disputar espaço, mas se complementar", disse Vargas.
"A interrupção da temporada é uma das nossas principais preocupações. Você começa uma competição, o torcedor passa a acompanhar", completou o dirigente. "Nós estamos dispostos a colaborar na construção de uma alternativa que ofereça benefícios equivalentes aos clubes, às seleções e aos atletas."
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Quem mais entrou no movimento
Além do Sada Cruzeiro e do Perugia, rivais diretos no Mundial de Clubes, o clube italiano Trentino e jogadores como Simone Giannelli e Alessandro Michieletto também se posicionaram contra a proposta.
No vôlei feminino, aderiram Gabi Guimarães, do Conegliano, e Julia Bergmann, do Scandicci, entre outras atletas de ponta. As ligas profissionais masculina e feminina da Itália se uniram à associação de jogadores numa nota conjunta contra a proposta.
O que acontece agora
A FIVB disse que pretende fechar a nova versão da proposta até o fim do ano, já no rumo do novo ciclo da seleção. O Sada Cruzeiro diz estar disposto a negociar, mas mantém a objeção formal enviada à federação.






























