O Cade recomendou aprovar, com restrições, a compra da Medley pela EMS, negócio avaliado em cerca de US$ 600 milhões, ou R$ 3,15 bilhões. A francesa Sanofi vende 100% do capital da Medley, incluindo 253 medicamentos e duas fábricas em Campinas (SP).
O órgão viu risco de concentração em dois segmentos: estimulantes de ovulação e remédios para enxaqueca. Para aprovar o negócio, o Cade recomendou que o grupo EMS venda parte dos ativos ligados a essas duas linhas.
Quem está por trás do negócio
O Grupo EMS integra o Grupo NC, conglomerado controlado pelo empresário Carlos Sanchez, que também reúne as farmacêuticas Germed, Novamed e Nova Química. Sanchez preside o Conselho de Administração da EMS e chamou a Medley de ativo estratégico complementar ao grupo.
No segmento de estimulantes de ovulação, EMS e Medley juntas teriam mais de 90% do volume vendido em farmácias. O Clomid, medicamento da Medley, usa citrato de clomifeno. Não há concorrente vendendo a mesma substância no país.
Com a aquisição, o Grupo EMS amplia sua fatia no mercado de genéricos de cerca de 23% para perto de 30%. A TV Sim Brasil mostrou, em maio, como a Medley já se preparava para a possível venda.
O mercado de medicamentos genéricos movimentou R$ 23 bilhões em 2025, o equivalente a 40% de todo o mercado de remédios no Brasil.
O que acontece agora
O processo segue agora para análise de um conselheiro-relator do Cade. Depois, vai a julgamento no Tribunal Administrativo do órgão, que pode ajustar ou confirmar as condições para a conclusão do negócio.
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Foi o que aconteceu recentemente com a venda da Azul: o Cade também aprovou com restrições a entrada da American Airlines na companhia aérea, após recurso.
A Medley já via supermercados como caminho de expansão, antes do acordo.
O acordo estratégico entre o Grupo EMS e a Sanofi foi assinado em 6 de março de 2026, com o objetivo declarado de apoiar a nova fase de crescimento da Medley no mercado brasileiro de genéricos.






























