O governo da África do Sul informou, em 28 de outubro, que vai manter as importações de frango do Brasil, apesar dos três focos de Newcastle confirmados em Santa Catarina neste mês. O país exige garantias sanitárias por propriedade, não um bloqueio nacional.

A decisão veio do Departamento de Agricultura da África do Sul, depois que o Brasil notificou o primeiro foco em 20 de outubro.

Entre os dias 20 e 26, equipes catarinenses vistoriaram 133 propriedades comerciais e 551 criações de subsistência, com quatro barreiras sanitárias em operação na região afetada.

O que a África do Sul exige para manter a compra

A exigência sul-africana é regionalizada, não um embargo total: cada remessa precisa comprovar origem fora da área de risco. As regras variam conforme o tipo de produto exportado.

  • Carne fresca de aves: estabelecimentos sem caso da doença nos seis meses anteriores, fora de um raio de 10 km das instalações afetadas, com abate e desmanche fora de zonas infectadas.
  • Ovos férteis e pintinhos de até um dia: granjas livres da doença há pelo menos 12 meses e fora de zonas infectadas.

O modelo contrasta com o adotado por Malásia e México, que suspenderam a compra de categorias inteiras de produtos avícolas de todo o território brasileiro, não só de Santa Catarina.

Relembre o caso

O primeiro foco de Newcastle foi confirmado em 18 de outubro em Nova Itaberaba. Uma semana depois, a Malásia suspendeu a compra de frango de todo o Brasil, seguindo o México.

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Em 27 de outubro, veio o terceiro foco, em Nova Erechim, elevando para cinco o número de países com algum tipo de restrição. Santa Catarina concentra cerca de 25% da receita de exportação avícola do país.

O que acontece agora

A Cidasc mantém a vigilância nas quatro barreiras sanitárias da região e segue vistoriando propriedades para conter novos focos. Cada país afetado decide, caso a caso, se segue o modelo regionalizado da África do Sul ou o bloqueio nacional de Malásia e México.