Os pedidos de cassação da chapa Lula-Alckmin apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE não param com a saída dele do Brasil. Segundo o advogado eleitoral Diego Tavares, "a presença física de Flávio no Brasil não é condição geral para continuidade" das ações.

O movimento ocorre dias depois de Flávio deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos sem entregar os passaportes no prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A campanha dele protocolou múltiplos pedidos no TSE, com novas ações ainda em 23 de outubro. Os motivos incluem o uso de redes sociais para disseminar conteúdo desinformativo e a estrutura de comunicação do governo federal.

Também entra na lista a programação da Rádio Nacional, que a campanha de Flávio alega ter sido usada para favorecer Lula.

Uma das ações também aponta coordenação de conteúdos ofensivos pelo deputado André Janones "com conhecimento e benefício dos candidatos petistas", segundo o texto do pedido.

A principal Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) já foi admitida pelo relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. Faltam ainda a apresentação de provas complementares, a defesa dos investigados e o julgamento do mérito, etapas que não têm data marcada.

Lula também moveu pedidos de cassação contra a chapa de Flávio no mesmo período, em uma troca de acusações que já somava múltiplas ações dos dois lados antes da saída do senador do país.

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O que acontece agora

O calendário eleitoral segue correndo independentemente do paradeiro de Flávio. A diplomação dos eleitos acontece em 18 de dezembro, e a posse do presidente reeleito está marcada para 5 de janeiro de 2027.

Não há garantia de que o TSE julgue o mérito das ações antes desses marcos.

A mais recente delas, movida por Flávio por causa de uma mensagem sobre prova de vida do INSS, foi protocolada em 22 de outubro, três dias antes do 2º turno.