A locadora de veículos Movida teve lucro líquido de R$ 152,1 milhões no terceiro trimestre de 2026, mais que o dobro do resultado de um ano antes. É o maior lucro trimestral da empresa em quatro anos, segundo a InfoMoney.

A receita líquida somou R$ 3,87 bilhões, alta de 2,8% em um ano. O lucro bruto cresceu 24%, para R$ 1,51 bilhão, puxado pela queda de 7,4% no custo dos bens e serviços vendidos.

Os números mostram que o crescimento veio mais da eficiência operacional do que da expansão da receita, que cresceu bem menos que o lucro.

Por que o lucro cresceu tanto?

O lucro cresceu por três frentes, segundo o CEO Gustavo Moscatelli: alta no preço das diárias, ganho de participação de mercado e disciplina de custos. A empresa verticalizou parte da manutenção da frota neste ano.

Sempre fizemos toda a manutenção por meio de oficinas terceirizadas e começamos a verticalizar a manutenção no começo deste ano.

A frase é de Moscatelli, em entrevista à InfoMoney. Ele também citou a concorrência de carros chineses, que já dobraram a fatia no mercado brasileiro e hoje respondem por 21% das vendas.

Para não competir direto com os modelos mais baratos, a Movida reduziu o tíquete médio da frota para cerca de R$ 80 mil, com 90% dos carros abaixo de R$ 90 mil.

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No segmento de aluguel, o volume de diárias cresceu 22%, para 7,4 milhões, com taxa de ocupação de 77,7%. Já a venda de carros seminovos recuou: foram 20.051 veículos vendidos, 18,1% a menos que um ano antes.

A dívida líquida da Movida chegou a R$ 17,5 bilhões, mas a alavancagem (dívida líquida sobre Ebitda) caiu para 2,56 vezes, o menor nível em seis anos. No trimestre anterior, a empresa já havia registrado lucro de R$ 135,6 milhões, mostrando crescimento sequencial.

O resultado acompanha a recuperação do setor de locação na Bolsa: ações como Localiza e Vamos também subiram depois do primeiro turno das eleições.