O deputado federal Lucas Pavanato (PL-SP) disse ao Metrópoles que é "perseguido" e censurado por Caetano Veloso, depois de o cantor processá-lo na Justiça. A ação foi motivada por um vídeo de 19 de outubro em que Pavanato chamou Caetano de "vagabundo".

"Agora eu não posso mais considerar alguém 'vagabundo'? Para mim ele é! Se disse perseguido e censurado pelo regime militar, e hoje tenta fazer o mesmo comigo. Hipócrita", declarou Pavanato ao Metrópoles.

No vídeo, Pavanato e o jornalista Thiago Asmar criticaram Caetano e Gilberto Gil por, segundo eles, não se manifestarem sobre as queimadas na Amazônia, e afirmaram que os cantores recebem recursos pela Lei Rouanet.

A alta nas queimadas citada no vídeo é real. Os focos de incêndio na Amazônia mais que dobraram neste ano, segundo o Inpe.

Segundo o Programa Queimadas do Inpe, o Amazonas teve 7.815 focos de incêndio entre janeiro e 12 de outubro deste ano, mais que o dobro dos 3.611 registrados no mesmo período de 2025.

Para conter o avanço do fogo, o governo federal enviou brigadistas e aeronaves ao Amazonas ainda em outubro.

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Segundo o colunista Ancelmo Gois, do O Globo, Caetano alega que as declarações são falsas e atingem sua honra e reputação. O cantor pede que Pavanato e Asmar publiquem vídeos de retratação nos mesmos perfis onde a gravação foi divulgada.

Além da retratação pública, Caetano pede R$ 50 mil em indenização por danos morais. O vídeo original acumulou cerca de 288 mil curtidas e 33 mil compartilhamentos em menos de 24 horas, antes de ser retirado do ar.

Quem é Lucas Pavanato

Pavanato, deputado federal mais votado de São Paulo nas eleições de 2026, já se envolveu em outros embates públicos. Em debate antes do 1º turno, levou tapinhas no rosto do prefeito Fernando Haddad após provocá-lo.

Até o momento, nem Pavanato nem Asmar se manifestaram sobre o processo nas redes sociais. O Metrópoles procurou as assessorias dos dois lados e não teve resposta, segundo o próprio veículo.

O que acontece agora

O caso corre na Justiça, com Caetano pedindo retratação pública e indenização. O debate sobre as queimadas na Amazônia já havia virado disputa política antes mesmo do episódio com Pavanato.