Dois adolescentes foram apreendidos nesta terça-feira (27), suspeitos de integrar o grupo que agrediu e roubou o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morto após participar de um ato pela reeleição de Lula em Santos (SP) no último sábado (24).

O caso é investigado como latrocínio pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), porque o celular e outros pertences de Marcelo foram levados pelos agressores.

A Polícia Civil identificou outros cinco suspeitos, três deles menores de idade, e já expediu mandados de prisão e de internação provisória.

A violência não pode ser banalizada. A vida precisa ser respeitada, e a Justiça precisa prevalecer. Faremos justiça, Marcelo!

A frase é do prefeito Rogério Santos (Republicanos), publicada em rede social nesta terça (27). Ele afirmou que a prefeitura está prestando todo o suporte às autoridades para esclarecer o caso.

Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em apoio à reeleição do presidente Lula, na madrugada de sábado (24). Ele se afastou do grupo para ir ao banheiro.

Foi abordado e agredido por ao menos sete suspeitos, que gravaram a ação. Amigos estranharam a demora e foram procurá-lo.

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Encontraram Marcelo desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas. Ele foi socorrido pelo Samu e internado na Santa Casa de Santos.

Depois, foi transferido para o Hospital São Paulo, da Unifesp, onde teve a morte cerebral confirmada na segunda-feira (26).

A família autorizou a doação de órgãos nesta terça (27). Rim, pâncreas, fígado e córneas de Marcelo foram destinados a pacientes que aguardavam transplante, segundo o pai dele contou ao Metrópoles.

O que diz a investigação sobre os suspeitos?

A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes, de 14 e 17 anos, e identificou mais cinco suspeitos, sendo três menores e dois maiores de idade.

Um deles, de 17 anos e lutador de boxe, é apontado como o possível autor do soco que derrubou a vítima.

A equipe do 4º Distrito Policial analisa imagens de câmeras e de redes sociais para localizar os demais envolvidos. Também usa depoimentos de testemunhas para individualizar a conduta de cada suspeito.

A SSP-SP não informou se apura a hipótese de crime de ódio motivado pela participação da vítima no ato político.

O que acontece agora

Os mandados de prisão e de internação provisória já foram expedidos para os cinco suspeitos ainda não localizados. A Polícia Civil segue trabalhando para identificar e prender o restante do grupo, enquanto os dois adolescentes apreendidos permanecem à disposição da Justiça.