O presidente-executivo da Poste Italiane, Matteo Del Fante, disse nesta terça-feira (27) que não considera a TIM Brasil um ativo estratégico e que a controlada brasileira será usada de forma tática nos próximos meses. As ações da TIM subiam 1,7%, a R$ 18,42.
Em discurso durante uma conferência econômica em Roma, Del Fante disse que a TIM Brasil é um ativo lucrativo, mas não essencial para o plano que a Poste vem buscando com a aquisição da TIM.
"Vamos utilizá-la de forma tática ao longo dos próximos meses", disse o executivo.
A Poste é controladora majoritária da TIM Brasil, por meio de sua participação na Telecom Italia, dona da operadora brasileira.
Como a Poste assumiu o controle da TIM?
A Poste Italiane concluiu em outubro uma oferta de cerca de 13 bilhões de euros para ampliar sua fatia na Telecom Italia. Quem aderiu recebeu 0,218 ação da Poste e 1,97 euro por ação entregue.
A operação elevou a participação da Poste para quase 87% do capital da Telecom Italia, mas ficou abaixo dos 90% necessários para fechar o capital da empresa na bolsa italiana.
O mercado já reagia a outros sinais sobre o futuro da TIM no Brasil. Em outubro, a liberação de espectro para a Starlink pela Anatel já havia derrubado as ações de TIM e Vivo.
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A operadora também vem perdendo clientes para a Claro há três meses seguidos na portabilidade numérica.
"Tático", no vocabulário do mercado financeiro, costuma significar que o ativo está sob avaliação constante, não garantido no longo prazo.
O que acontece agora
A Poste ainda pode abrir novo período de adesão à oferta, mirando os 90% do capital que permitiriam fechar o capital da Telecom Italia na bolsa. Até lá, a TIM Brasil segue listada na B3, com ações negociadas normalmente.































