As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta terça-feira (27), puxadas pelo rali das fabricantes de chips e pela aposta em inteligência artificial (IA). O Nasdaq subiu 1,18%, a 26.477,81 pontos, enquanto as ações da Boeing caíram 10% após prejuízo maior que o esperado.

O S&P 500 avançou 0,6%, a 7.722,60 pontos, e o Dow Jones teve ganhos mais contidos, de 0,03%, aos 52.377,57 pontos, pressionado pela queda da Boeing.

É o segundo dia seguido de rali puxado pela Anthropic. As ações da Broadcom subiram 4% depois de uma coalizão de bancos e a Blackstone anunciarem financiamento de US$ 63 bilhões para a compra de tecnologia da empresa pela Anthropic.

O movimento também puxou outros fabricantes de chips: a Micron avançou mais de 2%, e a Advanced Micro Devices (AMD) ganhou 5,4%.

A Anthropic, que já negocia mais US$ 45 bilhões em data centers para a IA Claude, é hoje um dos principais motores do apetite por ações do setor.

"Se o restante da temporada de resultados for tão bom quanto começou, provavelmente veremos uma forte recuperação no setor", disse Mobeen Tahir, analista da WisdomTree, à InfoMoney.

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A queda do petróleo também sustentou o apetite por risco em Wall Street, depois que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e o chefe da segurança nacional iraniana, Mohsen Rezaei, discutiram as condições para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Menos tensão no Oriente Médio reduz o prêmio de risco embutido no preço do petróleo, o que historicamente anima os mercados de ações.

Boeing lidera as perdas do dia

As ações da Boeing despencaram 10% no pregão, depois de a empresa reportar prejuízo maior do que o previsto no balanço do último trimestre. A companhia teve prejuízo de US$ 116 milhões, mas a receita superou as projeções.

Já a JetBlue saltou 19%, mesmo com perdas acima do esperado no terceiro trimestre, depois de a companhia aérea sinalizar expansão maior das operações. A GM subiu 5,57% e anunciou que vai transferir suas ações da NYSE para a Nasdaq.

O que acontece agora

O mercado segue de olho na temporada de balanços de tecnologia, que deve ditar o ritmo do rali nos próximos dias. O temor com os juros nos EUA já havia pressionado as bolsas americanas em ocasiões recentes.