A Boeing registrou prejuízo de US$ 116 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 97,8% em relação à perda de US$ 5,339 bilhões no mesmo período de 2025. A receita cresceu 4%, para US$ 24,2 bilhões, acima da previsão dos analistas.

O prejuízo por ação foi de US$ 0,34, maior que os US$ 0,25 esperados por analistas consultados pela FactSet. Um ano antes, a perda havia sido de US$ 7,47 por ação.

Permanecemos focados na segurança e qualidade enquanto redobramos esforços em nossa estratégia para entregar a performance resiliente que os acionistas esperam.

A frase é de Kelly Ortberg, diretor-presidente da Boeing, em nota que acompanha o balanço.

A divisão de aviação comercial teve receita de US$ 10,7 bilhões, queda de 3%, com margem operacional negativa de 6,5%. A empresa atribui o resultado a uma combinação de entregas menos favorável e aumento dos custos projetados para ajustes futuros nas taxas de produção.

A carteira de pedidos da divisão de aviação comercial chegou a US$ 612 bilhões, incluindo mais de 6.300 aeronaves. Somando todas as divisões, o backlog virou o maior da história da empresa.

O total bateu recorde de US$ 745 bilhões, segundo balanço oficial divulgado pela Boeing.

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O programa do 737 MAX segue avançando. Durante o trimestre, o 737 MAX 10 recebeu certificação da FAA, agência de aviação civil dos Estados Unidos, depois de anos de atraso.

A divisão de defesa, espaço e segurança teve receita de US$ 7,93 bilhões, alta de 15%, com lucro operacional de US$ 492 milhões.

Enquanto a Boeing navega entre prejuízo e recorde de pedidos, a concorrente brasileira Embraer vive sequência parecida. A carteira de pedidos da Embraer bateu recorde pelo sétimo trimestre seguido, divulgado na semana passada.

É mais uma de uma sequência de recordes que a fabricante brasileira emenda ao longo de 2026.

O que acontece agora

A Boeing mantém a produção do 737 MAX em rota para 47 aeronaves por mês e segue os testes de voo de certificação do 777X, cujo primeiro modelo ainda está previsto para ser entregue em 2027.