A CSN assinou, na sexta-feira (9), acordo para vender a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen (SWT) ao grupo espanhol Megasa por 550 milhões de euros, cerca de R$ 3 bilhões. A venda integra o plano da companhia para reduzir a dívida líquida de R$ 42,1 bilhões.

A SWT fica em Unterwellenborn, na Alemanha, e tem capacidade para produzir 1,1 milhão de toneladas de aço por ano, especializada em perfis estruturais de aço longo. A CSN é dona da unidade desde janeiro de 2012, quando pagou R$ 1,1 bilhão por ela.

O valor do negócio agora é quase o triplo do que a CSN desembolsou 14 anos atrás para comprar a mesma planta.

Por que a CSN está vendendo ativos?

A dívida líquida da empresa equivale a 3,49 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses, e a meta é reduzi-la entre R$ 18 bilhões e R$ 20 bilhões. A venda da SWT é parte desse programa de desinvestimento.

Outro ativo no mesmo pacote é a CSN Cimentos, com conclusão esperada até novembro e R$ 15 bilhões previstos de entrada em caixa.

A estratégia é conduzida pelo novo CEO, Fábio Schvartsman, ex-Vale, que assumiu a presidência executiva depois da saída de Benjamin Steinbruch do comando após mais de duas décadas. Steinbruch segue como presidente do conselho.

O mercado reagiu bem ao anúncio: a ação da CSN fechou a sexta-feira (9) em alta de 3,93%, a R$ 6,61, com valor de mercado de R$ 8,7 bilhões.

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É um movimento parecido com o que já havia levado os títulos da empresa a subir 5% após a troca de CEO, embora no ano o papel ainda acumule queda de cerca de 26%.

O que acontece agora

CSN e Megasa têm até dez semanas de exclusividade para negociar os documentos definitivos da venda da SWT.

O negócio segue o mesmo movimento de venda de ativos que a companhia já vinha acelerando, e o fechamento depende do cumprimento de condições suspensivas usuais neste tipo de operação.