A Black Friday 2026 deve faturar R$ 13,3 bilhões no e-commerce brasileiro, alta de 20,7% em relação a 2025, segundo projeção da plataforma Confi/Neotrust. A data ocorre entre 26 e 29 de novembro, véspera das compras de fim de ano no varejo.

A estimativa prevê 69,4 milhões de produtos vendidos, 15,4% a mais que no ano passado. Eletrodomésticos devem liderar o faturamento, com R$ 2,12 bilhões, seguidos por moda e acessórios (R$ 1,38 bilhão) e beleza e perfumaria (R$ 910 milhões).

Antes de comprar, o consumidor brasileiro está pesquisando mais. Uma pesquisa da LWSA/Opinion Box mostra que 63% dos consumidores usam ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, para pesquisar produtos.

Outros 45% dizem se deixar influenciar por resumos gerados por IA nos buscadores na hora de decidir a compra. Segundo a pesquisa, o movimento de pesquisa de preços começa cerca de um mês antes da data.

"O resultado da Black Friday não deveria ser medido apenas pelo faturamento, mas também pela eficiência com que cada venda é processada e entregue", avalia Allexley Bernacchi, CEO e cofundador da Smarthis.

O que acontece agora

A Black Friday 2026 acontece entre 26 e 29 de novembro, data que marca o início da temporada de compras de fim de ano no varejo brasileiro.

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O período chega após mudanças no comércio eletrônico: em outubro, o fim da isenção fiscal elevou a taxação das chamadas "blusinhas" importadas, compras internacionais de baixo valor.

O uso de inteligência artificial no varejo já é realidade também do lado das empresas: a Livelo afirma ter reduzido custos em até 60% com uma nova estratégia baseada em IA.

Estimativas de consumo costumam divergir entre institutos: no Dia das Crianças, duas pesquisas chegaram a discordar em R$ 9 bilhões sobre o gasto esperado.