O Uruguai retomou na sexta-feira (6 de novembro) as importações de produtos avícolas de todo o Brasil, com exceção de Santa Catarina, depois de reconhecer a regionalização sanitária adotada contra a doença de Newcastle. Nenhum parceiro comercial mantém mais embargo ao frango brasileiro inteiro.

A medida marca um alívio para o setor.

A doença já levou Santa Catarina a registrar quatro focos em granjas avícolas desde outubro. O mais recente foi confirmado em Nova Erechim, logo depois de o estado anunciar o fim da desinfecção das granjas dos focos anteriores.

Cada novo foco reinicia o relógio das negociações sanitárias com os parceiros que ainda restringem o produto catarinense.

Qual o tamanho do impacto nas exportações

O impacto, com as restrições agora limitadas a Santa Catarina, corresponde a cerca de 15 mil toneladas por mês. O volume equivale a 3% da média mensal exportada pelo Brasil, estimada em cerca de 500 mil toneladas.

Ainda assim, onze países mantêm restrições específicas aos produtos avícolas catarinenses. Entre eles está a China, maior mercado do frango brasileiro, que importou US$ 1,15 bilhão em frango e outros produtos avícolas do país entre janeiro e setembro.

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O que acontece agora

Santa Catarina ainda negocia o fim dos embargos país a país, conforme apresenta laudos sanitários aos parceiros comerciais. O caso lembra o movimento já feito pelo Sudão, que liberou as carnes e aves do Brasil ainda em outubro, no início da crise.

O Ministério da Agricultura e Pecuária mantém vigilância nas granjas da região sob restrição, de onde já saíram os quatro focos confirmados da doença.