As exportações brasileiras de carne bovina devem fechar outubro com queda de 36,73% em volume na comparação com outubro de 2025, projeção de 202,79 mil toneladas embarcadas. Apesar da retração, o preço médio da tonelada subiu 13,5% no período, para cerca de US$ 6.284.
Outubro de 2025 havia sido recorde de volume, o que eleva a base de comparação. A principal causa da queda é a redução das compras chinesas. A China importou 10,88 mil toneladas de carne bovina em setembro, 94,2% abaixo do recorde de 2025.
Por que a China comprou menos
O Brasil esgotou, em setembro, a cota anual de 1,106 milhão de toneladas liberada pela China com tarifa regular de 12%. Desde 2 de outubro, embarques acima do limite pagam sobretaxa de 55%, o que eleva a tarifa total a 67%.
Em setembro, a TV Sim Brasil mostrou que o Brasil esgotou a cota e passou a pagar a sobretaxa à China.
Na prática, exportar mais caro para a China deixou de compensar, e frigoríficos passaram a priorizar preço melhor em vez de volume maior.
Em outubro, a TV Sim Brasil mostrou que o ministro da Agricultura confirmou que a tarifa de 55% seguia valendo para as exportações.
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O efeito no preço interno
A valorização internacional da carne também pressiona o preço interno. A TV Sim Brasil mostrou que a arroba do boi passou de R$ 400 pela primeira vez na história, no fim de outubro, em meio à pressa de frigoríficos para embarcar antes da sobretaxa valer.
Para 2027, a cota brasileira na China sobe para 1,128 milhão de toneladas.
A liberação começa em janeiro e deve aliviar a pressão sobre os embarques no início do próximo ano.






























