Bradesco, XP e Itaú pioraram as projeções para a economia brasileira em 2027, em revisões divulgadas em novembro. Os três bancos agora preveem crescimento do PIB entre 0,3% e 0,5%, perto da estagnação, com a inflação subindo a até 6,1% no ano.

O Bradesco cortou a previsão de PIB de 2027 de 1,0% para 0,4% e elevou a inflação de 4,1% para 5,3%. A XP reduziu o PIB de 1,0% para 0,3% e subiu a inflação de 4,4% para 5,5%.

O Itaú foi o mais pessimista: PIB de 1,2% para 0,5%, inflação de 4,6% para 6,1%.

Os bancos citam cinco motivos para a piora: a reforma tributária, o fim da escala 6x1, a desvalorização do real com petróleo elevado, a desaceleração do crédito e o risco climático do El Niño.

O que pesa na conta dos bancos

A reforma tributária começa a valer em 2027, com a entrada do novo imposto sobre consumo (CBS) de 11,3% e a recomposição de tributos federais e estaduais.

O fim da escala 6x1, promulgado em outubro, também deve encarecer serviços, segundo os bancos, por elevar os custos operacionais das empresas.

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O Copom já trava a Selic em 13,75% desde o início de novembro. Para 2027, o Bradesco prevê 4 cortes graduais, até 12,75%; Itaú e XP esperam a taxa parada em 13,75% o ano inteiro.

O Brasil já tinha o maior juro real do mundo, à frente de Turquia e Argentina, antes mesmo dessa revisão.

Por que Itaú e Bradesco discordam sobre os juros

Os três bancos concordam que o crescimento deve ficar perto de zero, mas discordam sobre os juros. O Bradesco prevê cortes na Selic ainda em 2027; Itaú e XP não preveem corte nenhum. O mercado não sabe quando a política monetária vai afrouxar.