A família Bolsonaro terá quatro parlamentares no Congresso a partir de fevereiro de 2027: Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro no Senado, e Jair Renan Bolsonaro e Renato Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Os quatro foram eleitos pelo PL na eleição de outubro.

Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal com 938.496 votos (29,05% dos votos válidos), a mais votada da disputa no DF. É a primeira vez que ela concorre a um cargo eletivo, uma das 33 estreantes do Congresso em 2027.

Com Flávio fora do país, Michelle ganhou mais espaço de articulação dentro do PL nas últimas semanas, segundo noticiado antes da eleição.

Carlos Bolsonaro, que transferiu o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Santa Catarina, foi eleito para a segunda vaga de senador do estado, com 1.902.100 votos (25,21% dos votos válidos).

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Carlos teve mais que o dobro dos votos de Michelle, mas foi ela quem se tornou a candidata mais votada do seu estado para o cargo.

Renato Bolsonaro, capitão reformado do Exército, foi eleito deputado federal por São Paulo com 379.312 votos, o sexto mais votado do PL no estado. Ele disputava eleições desde 2004, sem sucesso.

Jair Renan Bolsonaro, de 28 anos, foi eleito deputado federal por Santa Catarina com 131.555 votos, o quarto mais votado do estado. Ele é vereador em Balneário Camboriú e concorreu com o nome de urna "Jair Bolsonaro".

Nem todos os Bolsonaro vão ocupar uma cadeira no Congresso em 2027. O senador Flávio Bolsonaro perdeu a disputa presidencial para Lula no 2º turno e deixou o país; seu mandato no Senado termina em 31 de janeiro de 2027.

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Eduardo Bolsonaro já não ocupava cadeira na Câmara: perdeu o mandato em dezembro de 2025 por excesso de faltas, depois de se mudar para os Estados Unidos. O pai dos quatro, Jair Bolsonaro, é inelegível e está preso.

A relação entre os irmãos é tensa: Carlos chegou a excluir Flávio do material de campanha pela terceira vez.

Quem mais tentou e não se elegeu

Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, Carlos e Eduardo, concorreu a uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro com 65.496 votos e ficou como suplente. Marcelo Bolsonaro tentou uma vaga de deputado estadual em São Paulo e também não se elegeu.