O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou nesta quinta-feira (29 de outubro) ter tratado de cargo no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração vem depois de ele ser apontado como o principal cotado para assumir o Ministério da Fazenda.

"Nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa, seja familiar, amigo, aliado ou adversário, sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica", disse Fonteles.

Fonteles atuou como coordenador de comunicação da campanha presidencial de Lula no segundo turno, vencido pelo petista em 25 de outubro. Chegou a circular na imprensa que Lula faria uma visita ao Piauí para um convite oficial ao governador.

Por que o nome de Fonteles pegou força

O nome de Fonteles ganhou força depois da atuação dele na reta final da campanha. Fonteles foi reeleito governador do Piauí com 70,90% dos votos válidos, já no primeiro turno, em 4 de outubro.

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A legislação brasileira dispensa equipe de transição quando o presidente em exercício é reeleito. Lula pode usar a própria estrutura do governo para rearranjar ministérios sem o rito formal de uma posse de novo governo.

Isso deixa o anúncio de qualquer substituição a critério do calendário do Palácio do Planalto.

A vitória marca o quarto mandato presidencial de Lula, que vai comandar o país até dezembro de 2030. O petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) por 51,79% a 48,21% dos votos no segundo turno.

Antes de se cotar à Fazenda, Fonteles já vinha de uma eleição expressiva no Piauí, que estendeu o domínio do PT no estado a 28 anos.

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A força eleitoral local é um dos fatores citados para justificar a cotação do nome dele num posto de peso nacional. O petista comemorou a vitória em atos na Avenida Paulista na semana seguinte ao 2º turno.

O que acontece agora

Lula e o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin, têm a diplomação marcada pelo TSE para 12 de dezembro. É só depois desse rito que o novo mandato começa a valer oficialmente, abrindo caminho para anúncios de ministérios.

Até lá, o Planalto não confirmou prazo para anunciar mudanças na equipe econômica nem outros nomes cotados para os ministérios do próximo mandato.