Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por Santa Catarina, divulgou pela terceira vez em três dias uma lista de indicação de voto sem o nome do irmão, Jair Renan, candidato a deputado federal pelo mesmo partido, o PL, no mesmo estado.
Nas redes sociais, Carlos deixou em branco as opções de deputado federal e deputado estadual na colinha, indicando apenas Carol De Toni ao Senado, Jorginho Mello para governador e Flávio Bolsonaro para presidente.
Jair Renan, ao contrário, incluiu o irmão em sua própria lista, registrando voto para Carlos ao Senado. Ele disputa a eleição na urna usando o nome "Jair Bolsonaro" e recomendou apenas o número de legenda 22 para deputado estadual.
A omissão se repete: em 1º de outubro, Carlos já havia dito que o "time 22" estava completo em SC sem citar o irmão. No dia 2, divulgou nova lista, novamente sem Jair Renan.
O que explica a tensão entre os irmãos no PL catarinense?
O racha é anterior à colinha. Carlos transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina em dezembro para disputar o Senado ao lado de Carol De Toni, já oficializada pelo PL, e do senador Esperidião Amin (PP), pelas duas vagas do estado.
Em fevereiro, Michelle Bolsonaro publicou nas redes um apoio público a Carol De Toni, que se sentia preterida pelo avanço da candidatura de Carlos, com uma foto das duas juntas e uma mensagem de apoio à pré-candidata.
Pesquisas recentes colocaram Carol De Toni à frente de Carlos Bolsonaro na disputa pelas duas vagas catarinenses ao Senado, enquanto o senador Esperidião Amin também compete pela segunda cadeira.
A colinha publicada nas redes sociais virou o termômetro mais visível de uma disputa que começou dentro do próprio PL, antes mesmo de as campanhas irem às ruas.
Os dois irmãos também dividem outra pauta recente: em agosto, Carlos e Jair Renan tiveram autorização para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, após suspensão das visitas.
O ponto em aberto
Com duas vagas em disputa e três nomes do mesmo campo mirando o Senado catarinense, a fragmentação do voto pode pesar no resultado. O racha dentro da família Bolsonaro, às vésperas da votação, se soma a essa conta.
































