A arroba do boi gordo superou R$ 400 pela primeira vez na história nesta terça-feira (27 de outubro), nos contratos futuros da B3. O contrato de dezembro fechou em R$ 401,10, alta de 1,11% no dia; o de novembro, em R$ 400,95.
Desde a mínima de março, quando a arroba valia R$ 343,40, o preço já subiu R$ 56,75, ganho de 16,5%. Somente na parcial de outubro, a alta chega a 6%.
O acumulado do ano já passa de 21%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).
Por que o preço disparou
Analistas do setor atribuem a alta à expectativa de oferta mais restrita de animais prontos para abate, somada à retomada das compras para exportação, principalmente da China.
O movimento já havia sido antecipado em outubro, quando a arroba batia recorde e se aproximava dos R$ 400.
O Brasil chegou a esgotar a cota de exportação de carne bovina para a China em setembro, pagando sobretaxa de 55% para continuar vendendo ao país.
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O efeito no preço da carne
A valorização do boi gordo já vinha se refletindo no mercado interno. Entre os dias 2 e 9 de outubro, o preço da carcaça casada do boi capão subiu 2,1%, para R$ 24,75 o quilo.
A carne de vaca avançou 2,2% no mesmo período, para R$ 23,75 o quilo. As cotações subiram em sete dos oito estados pesquisados até 15 de outubro, por menor disponibilidade de carne.
O efeito da alta do boi no preço da carne já havia sido registrado no início do mês, antes de o patamar de R$ 400 ser superado.
O que acontece agora
Os contratos futuros da B3 para novembro, dezembro e janeiro de 2027 seguem acima de R$ 400. Isso indica que o mercado não espera recuo rápido no preço.
Produtores são orientados a acompanhar ofertas regionais de frigoríficos, qualidade e volume dos lotes antes de fechar negócio.


































