A Petrobras confirmou nesta quinta-feira (29 de outubro) a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A perfuração, em águas ultraprofundas a 2.886 metros, foi concluída, e a sonda segue para a Bacia Potiguar.

É a terceira vez que a estatal encontra óleo no mesmo poço, no bloco FZA-M-59. As descobertas anteriores haviam sido divulgadas em agosto e no início de outubro deste ano.

O óleo tem entre 35 e 40 graus API, medida de densidade que classifica o petróleo como leve. Segundo a Agência Brasil, a Petrobras considera as características do óleo comparáveis às do encontrado na Guiana, país vizinho que virou polo de exploração na região.

"A persistência técnica permitiu que fossem realizadas três descobertas no mesmo poço, o que nos deixa ainda mais otimistas quanto ao potencial exploratório", disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em nota da companhia.

Por que o grau do óleo importa

O grau API mede a densidade do petróleo e define seu valor comercial: quanto mais leve, mais fácil e barato é refinar. O óleo do Morpho é mais leve que o do campo de Tupi.

O campo de Tupi, no pré-sal, tem cerca de 28 graus API. A diferença fica maior ainda na comparação com o campo de Jubarte, no Espírito Santo: apenas 17 graus API, classificado como óleo pesado.

A Bacia da Foz do Amazonas integra a Margem Equatorial, faixa que a Petrobras trata como fronteira prioritária para repor reservas de petróleo e gás do país. Ela se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, reunindo cinco bacias sedimentares.

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A companhia já havia confirmado a segunda descoberta no mesmo poço no início de outubro. A primeira, em agosto, foi a primeira indicação de óleo na região.

O avanço na Foz do Amazonas acontece na mesma semana em que a Petrobras bateu recorde de produção de petróleo e gás, com o mercado projetando dividendo bilionário para a estatal.

O que acontece agora

Com o poço Morpho concluído, a sonda será deslocada para a Bacia Potiguar, onde vai perfurar o poço batizado de Mãe de Ouro. Na Foz do Amazonas, a Petrobras já prevê três novos poços para janeiro de 2027, para delimitar o tamanho da reserva.