O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu 12 horas para a Meta explicar o alcance "privilegiado" dos perfis de Nikolas Ferreira (PL-MG), Pablo Marçal, Flávio Bolsonaro (PL) e Alfredo Gaspar (PL-AL) nesta sexta-feira (23). Um vídeo de Nikolas chegou a 160 milhões de visualizações no Instagram.

Segundo a Meta, "é o engajamento, e não o número de seguidores, que impulsiona o alcance", o que não representaria "qualquer tratamento preferencial". A empresa nega interferência no processo eleitoral. Os dois lados reclamam da Meta ao mesmo tempo.

As duas candidaturas cobram da Meta a mesma coisa: transparência sobre como o algoritmo decide quem é visto. A diferença está em quem se sente mais prejudicado.

Os outros episódios da semana

Um dia antes, em 21 de outubro, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Meta tomasse medidas urgentes para garantir transparência eleitoral, com prazo de 48 horas para resposta.

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O órgão pede o fim de remoções arbitrárias e bloqueios injustificados, e quer um relatório conclusivo da empresa em 30 dias. Entre setembro e outubro, a Meta já havia bloqueado mais de 200 mil perfis de forma automática.

No dia anterior (22), parlamentares democratas dos EUA, incluindo o senador Bernie Sanders, enviaram carta ao presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg. Eles questionam se as plataformas estariam "restringindo ou suprindo" conteúdo de Lula e "amplificando" o de Flávio.

Na quinta (22), a Meta removeu um vídeo do cantor MC Cabelinho, alegando que o conteúdo "teria sido feito por inteligência artificial". O vídeo reapareceu depois sem a marcação de IA, e um portal de checagem concluiu que ele "não contém elementos de inteligência artificial".

O caso de Nikolas começou na terça (20), quando seu vídeo de apoio a Flávio ficou sem som no Instagram. A Meta disse que o áudio foi retirado por direitos autorais, e o deputado acusou o cantor Rubel de pedir a remoção do som.

O que acontece agora

A Meta tem até o fim desta sexta para responder ao TSE sobre o alcance dos quatro perfis. O prazo de 48 horas dado pelo MPF também vence neste fim de semana, e o relatório sobre o controle de conteúdo é esperado em 30 dias.

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Não é a primeira vez que o TSE aciona a Meta. Em agosto, o tribunal mandou remover um vídeo com imagem de IA que ligava Flávio a um banqueiro.

A campanha de Lula também denunciou a Meta à OEA nesta semana.

O MPF também acionou a Justiça contra a empresa, ao lado de um jornal, por remoção de posts durante a eleição.