A proximidade do 2º turno, neste domingo (25), pode levar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a decidir sobre coordenação em redes sociais sem informações completas. O alerta é de Fabro Steibel, diretor-executivo do ITS Rio, em entrevista ao programa WW, da CNN.

Steibel explicou que a resolução do TSE distingue dois tipos de coordenação em campanha. A coordenação autêntica é mobilização orgânica nas redes e engajamento de apoiadores, expressamente autorizada.

Já a coordenação inautêntica envolve pagamento não declarado, caixa dois e comportamento artificialmente orquestrado, prática vedada pela legislação eleitoral.

"Aquilo que for autêntico é a campanha, está valendo, você é expressamente autorizado a fazer. Aquilo que for inautêntico, roubou, pagamento, dinheiro por fora, caixa dois, esse não é autorizado", disse Steibel.

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Por que a pressa preocupa o especialista

Determinar em qual categoria se enquadra uma ação exige tempo e investigação aprofundada, segundo Steibel. A campanha de 2018 já teve evidências de coordenação inautêntica, e o TSE ainda tenta apurar casos semelhantes.

"Com pouco tempo, qualquer decisão na Justiça pode não ter o tempo suficiente para fazer uma decisão informada", afirmou o especialista. Uma decisão precipitada, para qualquer lado, pode pesar no resultado de uma eleição tão acirrada quanto esta.

O TSE já aplicou sanções nesta reta final: elevou a multa diária contra a Meta a R$ 1 milhão por falhas na moderação de conteúdo eleitoral.

O volume de casos também cresceu. Processos por desinformação quase triplicaram nesta eleição, segundo levantamento divulgado neste mês.

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O que acontece agora

Para reforçar a fiscalização, o TSE firmou parcerias com sete plataformas digitais para as eleições de 2026: Kwai, Telegram, Meta, TikTok, Google, X e LinkedIn. Três empresas de inteligência artificial, ElevenLabs, OpenAI e Anthropic, também aderiram ao programa permanente de combate à desinformação do tribunal.

O tribunal segue sob pressão dos dois lados. Nesta semana, uma relatora da ONU criticou o TSE por censura a um canal de WhatsApp, enquanto campanhas cobram mais rigor contra as plataformas.

As decisões finais sobre coordenação devem sair nos próximos dias, antes da votação de domingo.