A MBRF Pet, unidade de ração da MBRF (fusão entre BRF e Marfrig), iniciou nesta quarta-feira (14) a exportação para os Estados Unidos, o maior mercado do setor no mundo. Para sustentar as vendas, a empresa investiu R$ 13,6 milhões na fábrica do Paraguai.
O investimento ampliou a unidade de Doctor Juan León Mallorquín e elevou em 165% a capacidade de armazenamento da fábrica. A unidade paraguaia passa a funcionar como polo de exportação para a América Latina.
De lá saem produtos para Brasil, Chile, Bolívia e Uruguai, e a companhia também mantém fábrica em Bastos (SP), especializada em alimentos úmidos. Duas das cinco unidades estão habilitadas pelas autoridades sanitárias dos Estados Unidos: a de Bastos e a do Paraguai.
"A entrada nos Estados Unidos representa um marco na estratégia de internacionalização da MBRF Pet", disse Stanley Andrade, diretor da empresa.
Por que o mercado americano pesa tanto
O mercado americano é o maior do setor pet no mundo, com consumo alto em ração premium e produtos para gatos, foco da estreia da MBRF Pet. A aposta segue a mudança do setor, cada vez mais inclinado a nichos de maior valor agregado.
A expansão internacional soma dois anos de crescimento. A empresa atendia 15 mercados em 2024 e hoje está em 20 países, avanço de 35%. A meta é chegar a 26 países até o fim de 2027.
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É um giro rápido para o setor.
A mesma MBRF que viu as taxas de seus CRAs dispararem em maio, em meio à instabilidade do mercado de proteínas, aposta agora na diversificação para o segmento pet como frente de crescimento fora da commodity de carne.
O movimento acompanha o apetite do mercado brasileiro por produtos para animais: no país, redes como a Pet de Todos vêm expandindo o número de lojas físicas, e o fundador da Petz, Sergio Zimerman, passou a comentar o varejo do setor como colunista.
Do lado da matéria-prima, o custo também está no radar. O El Niño já encarece a ração no Brasil ao afetar rebanhos na América Central, pressão que vale tanto para quem produz aqui quanto para quem exporta.
O que acontece agora
A MBRF Pet não detalhou o volume inicial de exportação nem o prazo para habilitar as outras três unidades. A expectativa é usar o polo paraguaio para sustentar a abertura de mercados até a meta de 2027.





























