A Netflix começou nesta quarta-feira (14) uma rodada de demissões que deve atingir cerca de 1.000 funcionários, equivalente a 6% da equipe global. É o maior corte da empresa desde 2022, segundo o jornal The Wall Street Journal.
A decisão foi comunicada por e-mail na manhã desta quarta pelos co-CEOs Greg Peters e Ted Sarandos. A maior parte dos cortes atinge as equipes de produto, tecnologia, recursos humanos e o departamento jurídico.
"Decisões como essas nunca são fáceis, e não as tomamos levianamente. Nossa principal prioridade hoje é apoiar aqueles que estão deixando a Netflix", afirmaram os executivos em memorando obtido pelo site Deadline.
A empresa tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral no fim do ano passado. A Netflix não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters.
Por que a Netflix está cortando pessoal
As ações da companhia caíram mais de 40% nos últimos 12 meses. O engajamento do público cresceu apenas 2% no primeiro semestre do ano, segundo o Deadline.
Em conferência da Bloomberg no início de outubro, Sarandos admitiu: "No geral, não estamos crescendo tão rápido quanto eu gostaria, e estamos trabalhando para acelerar esse ritmo."
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Produções que retornaram com novas temporadas, como Round 6 e Wandinha, registraram queda de audiência em relação aos ciclos anteriores. A companhia também perdeu para a Paramount a disputa pelos ativos de estúdio e streaming da Warner Bros, negócio fechado por US$ 110 bilhões.
No Brasil, a Netflix já havia caído para o 3º lugar entre os serviços de streaming, atrás de concorrentes locais.
O que acontece agora
Para reter assinantes, a Netflix aposta em esportes e eventos ao vivo, videopodcasts e conteúdo de criadores do YouTube, estratégia que inclui a exclusividade recém-fechada da Copa do Mundo de 2030 na Espanha e em Andorra.





























